por um mundo
sem fronteiras

A crise humanitária dos refugiados e imigrantes é a maior desde a Segunda Guerra Mundial. O assunto pode estar esquecido nos noticiários, mas nós entendemos que não podemos fechar nossos olhos: pregamos um mundo sem nenhum preconceito. Sobretudo, um processo gradual de integração destes seres humanos que tiveram que deixar seus lares de origem por motivos de guerra, perseguições, e demais violações de direitos humanos.

Home2019-06-19T19:39:07-03:00

Atenas – Grécia

A Grécia é a maior porta de entrada de refugiados na Europa: são cerca de 65 mil solicitantes de asilo em território grego. Em Atenas, financiamos um apartamento na região central da cidade e, em parceria com a ONG Holes in the Borders, ainda trabalhamos em outros duas casas para um total de 18 jovens em busca de um futuro justo e digno.

Roma – Itália

Roma é de um contraste social gritante: turistas invadem o Coliseu para selfies, enquanto milhares de africanos estão dormindo pelas ruas. Sem qualquer tipo de ajuda. Financiamos uma casa na região central da cidade para subsaarianos sem teto: mais de 10 jovens já passaram pelo projeto em busca de uma oportunidade em terreno tão hostil.

Boa Vista – Brasil

A Venezuela enfrenta a pior crise social de sua história: milhares cruzam a fronteira junto ao estado de Roraima e se instalam em Boa Vista, o estado mais pobre do Brasil e sem recursos para gerir tamanho fluxo migratório. O Planeta de TODOS esteve ali com aulas de português, assistência básica à saúde, e ajuda na construção de um abrigo.

Qual nosso foco?

Porque resolvemos ajudar, prioritariamente, a jovens refugiados e imigrantes do sexo masculino sem casa e em situação de risco.

Para entender a premissa básica dos projetos sociais do Planeta de TODOS é preciso fazer um rápido (e duro) exercício de reflexão: do dia para a noite, se deflagra uma guerra na sua cidade ou então você se vê perseguido por razões políticas ou religiosas a ponto de não ter outra opção de sobrevivência que não seja fugir do seu país. Pois bem. Você deixa sua casa, amigos, família para trás em busca de um futuro digno em um terreno ermo, desconhecido, no qual você não entende a língua, tampouco as novas regras desta sociedade que está longe de proporcionar um sistema justo de acolhimento e oportunidades.

Sim, porque dentro de uma crise humanitária a prioridade é sempre para as famílias, para as crianças, para os idosos. Veja bem: não estamos dizendo que não é correto pensar nestas pessoas, muito pelo contrário. A questão é que existe uma grande lacuna, uma grande omissão por parte do Poder Público e das grandes organizações no que vem a ser o trabalho social oferecido a toda uma geração dos chamados jovens não acompanhados, ou homens solteiros, em geral, na faixa dos 18 a 30 anos. São refugiados e imigrantes em alto grau de vulnerabilidade.

Eles são suscetíveis a problemas de drogas, máfias das mais diversas ou mesmo prostituição como última forma de sobrevivência. Perdem a inocência e não têm qualquer tipo de referência local, alguém que lhe aponte o caminho de uma integração social digna, a busca por um futuro melhor. Nossos coordenadores e voluntários estão há mais de três anos sobre terreno (Grécia, Itália e Brasil) e justamente observaram esta grande “falha do sistema”.

É por isso que o Planeta de TODOS, ao menos neste momento, privilegia esta geração com um processo de assistência social. Mais do que o assistencialismo básico – casa, comida e roupa lavada, no jargão – nosso objetivo é a transformação social. É a administração solidária de uma gigantesca crise que só encontra precedentes na Segunda Guerra Mundial. Em um pouco mais de um ano, já ajudamos mais de 100 seres humanos a encontrar uma “luz no fim do túnel”, de cerca de 15 nacionalidades distintas. E esperamos fazer mais, com a sua ajuda.

Omar Sall

“Aqui na Itália, quando você inicia seu processo de asilo, a primeira coisa que eles pedem é um endereço. Mas como um imigrante pode ter um endereço se está morando na rua? São tantos negros morando na rua hoje em Roma. Tenho muita sorte de fazer parte desse projeto”.

Omar Sall, Senegal
Residente – Roma

Amin Khairul

“O que eu mais gosto nesse projeto é que há uma pressão, não tem essa de ficar dentro de casa. Quando eu cheguei em Atenas, não conseguia me comunicar. Hoje eu já falo bem com todos em inglês. Tomara que se abram outras casas e que outros refugiados tenham essa oportunidade”.

Amin Khairul, Myanmar
Residente – Atenas

John Artin

“Além da oportunidade de uma vida melhor e uma perspectiva de um futuro, para mim o projeto foi fundamental pela possibilidade de conviver com diferentes culturas e aprender inglês. Hoje eu posso dizer que sou fluente na língua inglesa e isso é um elemento chave para a minha vida”

John Artin, Afeganistão
Residente – Atenas

Aedy Amado

“Agora tenha a oportunidade de estudar o italiano, aprender não só a falar, mas a escrever bem. Consegui também um curso de informática que me está ajudando muito a conseguir o meu maior sonho: um trabalho com contrato. Também faço voluntariado, ajudando outras pessoas”.

Aedy Amado, Gâmbia
Residente – Roma

Alagie Jallow

“Aqui temos a oportunidade de ir à escola de italiano, estudar de verdade, praticar o voluntariado, viver em harmonia. Com o projeto eu também consegui provar junto ao Ministério de Imigração da Itália que eu quero me integrar e fazer parte dessa sociedade”.

Alagie Jallow, Guiné-Bissau
Residente – Roma

Wail Farooq

“A vida de um refugiado na Grécia é muito, mas muito complicada. Aqui eu encontrei luz, um caminho a seguir. Consegui focar nos meus estudos (aulas de inglês e grego) e buscar trabalho com a ajuda de voluntários. É fundamental esse tipo de ajuda para jovens como eu”.

Wail Farooq, Paquistão
Residente – Atenas

Empoderamento de TODOS

Histórias de residentes que venceram a barreira da integração social dentro do projeto

Kazem Ahmadi
Kazem AhmadiAfeganistão
“Este projeto é um trampolim para a vida. Me deu força, coragem para acreditar no meu potencial. São tantas organizações que ajudam refugiados aqui na Europa, mas aqui eu encontrei de verdade gente que acreditou no meu talento”. Kazem trabalha hoje como tradutor (Farsi-Inglês) no Conselho Grego para Refugiados, no campo de Eleonas, em Atenas.
Mohanad Ibrahim
Mohanad IbrahimSudão
“Antes minha preocupação era: o que eu vou comer e onde eu vou dormir. Entrar neste projeto me deu a tranquilidade que eu necessitava para organizar minha vida, conseguir meus documentos e buscar sozinho o meu futuro”. Mohanad esteve seis meses na casa de Roma e hoje trabalha como comerciante em Birmingham, Inglaterra, Reino Unido.
Basel Battar
Basel BattarSíria
“Eu estava perdido, sem futuro, até encontrar esse grupo. Todos os membros trabalham pela causa, dão oportunidades a todos, como deram para mim. Me ajudaram a buscar trabalho, e hoje tenho minha casa, sou completamente independente”. Basel hoje trabalha como mediador cultural no Conselho Dinamarquês para Refugiados, em Larissa (Grécia).

Histórias de vida: porque eu tive
que deixar tudo para trás