André Naddeo

Buffet livre, comida vegetariana, churrasco, roupas, registro para voluntários e motoristas interessados em ajudar, transporte gratuito por toda a Europa, além de alojamento gratuito para quem ainda não sabe os próximos passos após escapar da invasão russa. E, claro, garantia de asilo temporário. É incrível e digna de muitos aplausos a ajuda que a Polônia está oferecendo aos refugiados ucranianos – de acordo com a ONU, o país recebeu cerca 1,5 milhão de pessoas desde o início do conflito.

Voluntários e organizações do mundo todo estão aqui. O Planeta de TODOS visitou a sede de uma antiga rede de supermercados inglesa, local onde foi montada uma megaestrutura na cidade de Przemysl, a cerca de 15 km da fronteira com a Ucrânia. A pergunta que fica, sem qualquer tipo de julgamento, é a seguinte: por que a Europa não se mobilizou da mesma forma em 2015, e nos anos subsequentes, quando sírios, afegãos, iranianos, além de africanos, se deslocaram (e continuam fugindo dos seus países de origem) na que foi, na ocasião, a maior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial?

Por que ter tanto medo do desconhecido, de pessoas que não seguem a sua religião, não compartilham sua cultura ou não têm o mesmo tom de pele? Para fins de informação, em 2016, no programa de realocação de refugiados da União Europeia, no auge da crise, a Polônia aceitou…zero refugiados. Nenhuma pessoa. Ao invés, fortificou fronteiras criando muros e arames farpados, além de militarizar todo o limite de suas fronteiras.

Nós do Planeta de TODOS, outra vez é importante ressaltar, estamos muito contentes com o que estamos vendo, só apenas levantando este importante debate. Porque para a gente ser humano é um só, sem fronteiras e sempre com dignidade. Fica a reflexão, obrigado!