A nossa missão: conheça o projeto

Moradia temporária:

Nossos residentes assinam um contrato com o qual se comprometem, primeiramente, em tratar seus companheiros sem qualquer tipo de preconceito no que vem a ser religião, opinião política, opção sexual, etc. Não aceitamos qualquer tipo de xenofobia, consumo de álcool e drogas, e o trato deve ser igualitário entre todos. Aceitamos qualquer tipo de refugiado e imigrante, independentemente da nacionalidade. Nosso lema é que nossas casas não são “repúblicas de estudantes” e muito menos um “hotel”. É preciso cumprir uma série de regras. Nosso objetivo final é independizar estes jovens para as respectivas sociedades locais.

Educação básica:

Em Roma e em Atenas, nossos residentes têm nas aulas de línguas um primeiro compromisso básico dentro do programa. Na capital italiana é obrigatório frequentar organizações parceiras que oferecem gratuitamente aulas e certificados do idioma italiano – estes diplomas são fundamentais no processo de análise do pedido de asilo e são provas da intenção dos mesmos de se integrarem na sociedade. Como reforço, dentro do apartamento, também damos aulas particulares. O mesmo acontece na capital grega, onde o inglês e o grego são fundamentais pelos mesmos motivos. Na casa de Atenas, três vezes por semana, promovemos aulas de inglês, de preparação para entrevistas de trabalho, e de cultura geral para que eles entendam melhor o mundo onde agora estão inseridos.

Assistência social e legal: 

Contamos com uma equipe de voluntários que atuam como educadores sociais dentro do projeto com o intuito de estabelecer uma ponte de informação e conduta para os nossos residentes, mas, sobretudo, como forma de entender seus anseios e necessidades. Além disso, o suporte legal é fundamental, já que sem um endereço fixo eles não conseguem movimentar sua situação legal. Não aceitamos residentes “sem papéis”, ou seja, que estejam em situação ilegal. Por exemplo: junto às autoridades locais gregas, auxiliamos a obtenção da “white card”, o documento com o qual se define que uma pessoa é solicitante de asilo e pode aguardar o processo legalmente dentro do país. Também em Atenas, os ajudamos a conseguir a “AFM” (CPF no Brasil) que os deixa liberados para a busca de emprego, dentre outras atribuições legais também em solo italiano.

Integração sócio laboral:

O processo de tornar qualquer ser humano independente passa pela inserção no mercado local. Esta é uma das regras básicas do nosso projeto social: provemos os alicerces básicos, e os residentes devem estar preparados e dedicados para a busca de trabalho. Nossas oficinas, dentro das casas, também oferecem aulas práticas de como aplicar-se para uma oferta de emprego. Como pesquisar as informações básicas e prévias de uma empresa. Como comportar-se e vender “o seu peixe” no momento em que você tem uma entrevista. Sem contar que estamos sempre atentos a todas as oportunidades de trabalho, bem como na preparação de um melhor currículo de acordo com o mercado de trabalho local.

Voluntariado:

Não é uma regra que consta no contrato de residência, mas incentivamos a promoção do trabalho voluntário entre os nossos residentes. Afinal, se infelizmente ainda não podemos fornecer tantas casas para outras pessoas em situação de rua, eles devem não só valorizar a oportunidade conseguida, como também passar a corrente do bem adiante. Dentro das casas, os que já têm um nível de inglês ou italiano alto ajudam os recém-chegados. Vários de nossos residentes participam de atividades independentes ou em parceria com outras organizações para ajudar outros refugiados e imigrantes que não estão dentro do programa.